Ano Novo: o que pode o turismo algarvio esperar de 2018

Ano Novo: o que pode o turismo algarvio esperar de 2018

Como habitualmente, o Algarve recebe mais um Ano Novo em festa, sendo este um dos pontos altos da temporada turística. É hora também de fazer uma curta antevisão sobre o que se pode esperar do próximo ano que agora começa.

Espera-se que 2018 seja mais um ano bastante promissor em termos de desenvolvimento turístico para o Algarve. As tendências verificadas nos últimos anos, em termos de redução da sazonalidade, aposta no imobiliário e no turismo de segunda residência, de variação temática para o turismo de natureza, etc., são para manter. A própria notoriedade internacional de Portugal em termos turísticos só vem favorecer a região, que só tem a ganhar com o “boom” que se tem verificado em Lisboa e no Porto. O país é reconhecido pelo clima, pela segurança, pela estabilidade, pela gastronomia e vinhos, e acima de tudo pelas pessoas, que gostam e sabem receber.

New years fireworks Algarve

Afastados os receios de uma eventual instabilidade governativa, o setor do turismo pode esperar que a credibilidade internacional continue em franca recuperação. 2017 foi o ano em que duas das maiores agências de rating internacionais retiraram Portugal do “lixo”: a Standard & Poors (em setembro) e a Fitch (em novembro) deixaram de considerar a dívida portuguesa como de alto risco. As taxas de juros da dívida da República Portuguesa têm acompanhado a tendência. Para o investimento económico, empresarial ou simplesmente pessoal, as perspetivas de incerteza nunca são positivas.

Quais os principais obstáculos?

O principal obstáculo será, sem dúvida, o Brexit e a incerteza que se pode esperar do mercado britânico. O cenário de acordo entre Bruxelas e Londres alcançado em dezembro foi alvo de ataques por parte dos setores defensores da saída (nomeadamente do partido UKIP). Contudo, o cenário de uma desvalorização consistente da libra esterlina não está posto de parte, o que resultaria numa perda de poder de compra por parte do mercado inglês.

É certo que o governo português tem feito esforços para que a separação cause o mínimo inconveniente político na relação entre os dois países, mas será importante que o próprio setor turístico local se prepare, antecipadamente, para captar novos mercados (Alemanha, França, países nórdicos, Rússia, ou até os Estados Unidos) que possam compensar uma eventual quebra do mercado britânico.