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Franceses defendem investimento em Portugal

De acordo com o Jornal Económico, a Corum, uma empresa de gestão de poupanças de origem francesa, está a apostar no investimento em imobiliário como forma de construir património em Portugal. A notícia surge como curiosa nota dissonante, num momento de desânimo causado pela pandemia e pela incerteza que traz a curto prazo. Porém, a longo prazo a Corum parece estar bastante confiante no imobiliário português.

A empresa está a desafiar os consumidores portugueses a investir numa solução que permita constituir património a longo prazo. O Jornal Económico cita o diretor da operação nacional da Corum, José Gavino, apontando imobiliário como “um investimento menos volátil que o mercado acionista para os investidores e mais ainda em tempos de turbulência”. De acordo com o mesmo jornal, a Corum detém dois fundos de investimento dedicados à compra de imóveis comerciais para arrendamento, que terá gerado um lucro de 6% no ano transato.

Gavino acrescenta que a Corum pretende contrariar a tradição de não olhar para o imobiliário como uma fonte de rendimento. O grupo empresarial está presente em sete países, com 130 trabalhadores e uma carteira de ativos ultrapassando os 3,5 mil milhões de euros. Está presente em Portugal desde 2014.

Uma perspetiva de longo prazo

Pode não parecer fácil no momento imediato, mas se há setor naturalmente talhado para pensar a longo prazo é o imobiliário – um setor especializado em transacionar bens que deverão continuar a ser “consumidos” dentro de muitas décadas.

O portal Idealista manifestou as diversas tendências que deverão reconfigurar o setor nos próximos tempos. A migração do alojamento local para o arrendamento é uma delas – sinal da flexibilidade que o imobiliário, naturalmente, deve assumir. O facto de o imobiliário ser um investimento de “refúgio”, ideia também sublinhada pela Corum, é compreensível, principalmente porque o setor está equilibrado e totalmente saudável, sem quaisquer indícios de bolhas especulativas. É até possível que a pandemia influencie a arquitetura e o planeamento urbanístico, com uma perspetiva diferente do que a casa pode significar para indivíduos e famílias.