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Eurovisão: o anfitrião foi o grande vencedor

Eurovisão: o anfitrião foi o grande vencedor

A Eurovisão passou esta semana por Portugal e, como se previa, foi um sucesso. Ao contrário da Web Summit, que consistiu num esforço deliberado por parte de Lisboa, do governo e até do Presidente da República para trazerem um evento importante ao nosso país, a Eurovisão foi basicamente um golpe de “sorte”, se assim se pode chamar ao mérito dos irmãos Sobral e de quem trabalhou com eles para vencer a edição de 2017.

A generalidade das reações internacionais mostraram isso mesmo. De locais tão distantes como o Sudeste Asiático chegou esta constatação: o verdadeiro vencedor da Eurovisão foi o anfitrião, que não só demonstrou – mais uma vez – a sua capacidade para organizar grandes eventos como pôde apresentar-se como um excelente destino turístico para milhões de pessoas em todo o mundo. O jornal The Straits Times (Singapura) e o Borneo Bulletin (Brunei) foram coincidentes nesta apreciação.

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Então e o sketch de Herman José?

Visto daqui, quase parecia que o sketch humorístico de Herman José retratando David Attenborough (um clássico de Herman) tinha criado uma comoção internacional. Estas foram as palavras do jornal inglês “Express”, um dos típicos tabloides ingleses, quando referiu que a Eurovisão tinha “ficado sob fogo” depois da exibição da peça humorística. O jornal afirmou que o sketch era ofensivo para a figura do grande naturalista inglês e que o povo britânico teria ficado profundamente chocado.

Contudo, a verdade é que não existiu qualquer repercussão internacional neste sentido. Nem mesmo na Inglaterra as reações foram consensuais, pois o jornal Telegraph “respondeu”, este sim, com o típico humor britânico: “ninguém faz pouco de Sir David Attenborgouh sem consequências. Esperamos que a Royal Navy esteja a dirigir-se para Lisboa agora para deixar isso bem claro.”

O Express é um jornal do tipo tabloide, à imagem de outros como o Daily Mail e o The Sun, e a sua reação pode considerar-se quase normal e esperada. De resto, existiu no passado recente um caso bem mais grave a constituir um incómodo às relações entre Portugal e o Reino Unido, que foi o desaparecimento de Maddie McCann; mas o certo é que isso não impediu ambos os povos de saber “separar as águas” nem deixou de trazer os ingleses ao Algarve e a Portugal, tal como antes.

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