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Turismo de Portugal promove o país na Índia

Turismo de Portugal promove o país na Índia

O Turismo de Portugal, quatro anos depois, voltou a promover o país na Índia. De acordo com o portal especializado TravelBiz, o organismo público promoveu um conjunto de “roadshows” em Nova Deli e Mumbai para aumentar a notoriedade e visibilidade de Portugal junto dos potenciais viajantes internacionais daquele país asiático.

A iniciativa incluiu reuniões com parceiros profissionais, do setor do turismo, com vista a aumentar o seu conhecimento sobre Portugal e revelar as oportunidades de negócio que daí podem advir.

O Turismo de Portugal está a desenvolver uma estratégia a 10 anos focada na diversificação das fontes emissoras de turistas (com a possibilidade de se converterem, a longo prazo, em residentes). A ideia é reduzir a dependência da Europa e apontar às Américas e à Ásia.

Índia: um mercado estratégico

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Desde que o ex-futebolista Paulo Futre, no início desta década, efetuou o seu famoso comentário “vai vir charters da China”, que Portugal despertou para a realidade de a Ásia ser, não só um adversário (por via da concorrência de indústrias de baixo custo), mas também uma oportunidade, pela dimensão imensa do seu mercado de consumidores.

A Índia terá cerca de 1,3 biliões de habitantes atualmente, sendo o segundo país mais populoso do mundo, apenas atrás da China. Assim sendo, parece realmente de lamentar que apenas 34.000 turistas indianos tenham visitado Portugal em 2017. O TravelBiz, citando números do Turismo de Portugal, aponta para uma subida de 11,9% deste número em relação a 2016, mas é seguramente certo que há espaço para mais.

Além dos laços históricos, há dois fatores a favorecer a atratividade de turistas indianos a Portugal: as boas relações diplomáticas entre os dois países e o idioma. O facto de os indianos utilizarem o inglês como língua nacional torna-os excecionalmente próximos e inteligíveis junto dos operadores portugueses.

De resto, certamente que Filipe Silva, market manager do Turismo de Portugal e que integrou a delegação portuguesa (ainda de acordo com o TravelBiz), terá referido a curiosidade de o atual primeiro-ministro português ser de ascendência goesa.