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Ponte aérea: Operadores ingleses não entendem exclusão de Portugal

Em entrevista ao Diário de Notícias, o diretor da Associação de Operadores Turísticos Independentes (AITO) da Grã-Bretanha, Noel Josephides, deixou um conjunto de afirmações bastante relevantes, tendo em conta a sua posição institucional e a sua experiência profissional enquanto responsável pela empresa turística Sunvil Holidays. Josephides enviou uma carta ao Foreign Office (o equivalente britânico ao Ministério dos Negócios Estrangeiros) a 6 de julho questionando a não inclusão de Portugal nos corredores aéreos turísticos. A resposta chegou a 14 de julho compreendendo apenas uma lista de motivos genéricos, publicamente conhecidos, e apontando Portugal como não atingindo os níveis de segurança exigidos, mas sem entrar em detalhes.

A Grã-Bretanha mantém uma lista de países de origem cujos viajantes, independentemente da nacionalidade, deverão cumprir um período de quarentena de 14 dias ao chegar ao Reino Unido. Depois de ter sido retirada da lista, a Espanha foi novamente incluída no final de julho, causando agitação junto dos turistas britânicos que se encontraram em território espanhol naquele momento. A 13 de agosto foi a vez de a França, a Holanda e Malta serem novamente acrescentados à lista.

Decisão política?

Noel Josephides sugere que o facto de Portugal ter sido novamente excluído da lista de países isentos, na última reapreciação por parte das autoridades britânicas, é “incompreensível” e pode sugerir que existe uma “motivação política”. O responsável não avançou com detalhes sobre a natureza de tais motivações.

Mudanças na lista atuam como “travão”

Países como a Croácia, a Grécia e a Turquia têm assistido a um crescimento da procura em termos de reservas por parte de turistas britânicos. Contudo, Noel Josephides acrescenta que “o medo está a mudar comportamentos” – não o medo da pandemia, mas das consequências de súbitas alterações políticas. A questão não é que destino escolher (…) mas simplesmente desistir sair do país neste verão”, pois não se sabe se o regresso poderá ser feito tranquilamente ou obrigando a uma quarentena.