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Os chineses e o interesse no imobiliário de luxo português

De acordo com o Nihao Portugal, o Instituto Nacional de Estatística divulgou um estudo relativo ao investimento estrangeiro em imobiliário português em 2019. O estudo revela que os chineses constituíram a quinta nacionalidade mais frequente em termos de compra de imóveis por estrangeiros no país, ao longo do ano passado.

O comprador chinês, tipicamente, aponta ao mercado de luxo. Foram comprados 443 imóveis por 165,3 milhões de euros. Cerca de 56% desse valor foi aplicado em apenas 137 propriedades, custando cada um delas mais de meio milhão de euros.

O problema dos vistos Gold

É certo que o “aperto” das regras de concessão de vistos “Gold” trouxe problemas relativamente a este mercado de origem. Em fevereiro e março, a imprensa já dava conta de uma queda no número de potenciais clientes chineses interessados, em consequência de tal alteração.

Mas é preciso não esquecer as condições gerais em que o imobiliário português pode competir. Ao longo da última década forjou-se uma imagem de marca de alta qualidade, associada a um país acolhedor, com um produto de qualidade e com estabilidades a todos os níveis: política, económica, de infraestruturas, etc. Essa imagem irá manter-se, especialmente junto dos clientes que procuram um investimento de longo prazo com altos níveis de segurança.

A questão da pandemia

No momento em que este artigo é redigido, é incerta a evolução do que já se pode considerar a segunda vaga da pandemia de Covid-19. Mas mais uma vez Portugal conseguiu, ao longo da primeira vaga e durante os meses de verão de 2020, transmitir uma imagem de calma e eficiência em termos da forma como conseguiu lidar com o problema.

E Hong Kong?

É preciso não esquecer a situação específica de Hong Kong, território cuja situação política acalmou mas não porque as reivindicações dos manifestantes tenha sido atendidas. Há poucas semanas, um artigo do Wall Street Journal dava conta de que os expatriados daquele território vizinho de Macau continuam a investir em imobiliário no exterior, de Londres a Los Angeles. Portugal pode e deve mostrar os seus argumentos face a esta singular oportunidade.