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O interesse pelo imobiliário vai manter-se

O interesse pelo imobiliário vai manter-se

Esta é a opinião de José Cardoso Botelho, diretor-geral da Vanguard Properties, em entrevista ao Expresso publicada no passado dia 24 de março. Cardoso Botelho considera que o cenário de crise imediata é realista, dada a queda abrupta no número de pedidos de contacto, mas o “manager” mantém-se consideravelmente otimista. O seu argumento central é simples: o interesse do mercado internacional pelo imobiliário português não desapareceu.

Procura de informação online aumenta

À semelhança de Francisco Bacelar, presidente da ASMIP que referimos há alguns dias, também Cardoso Botelho já detetou um aumento nos cliques, visualizações e pedidos de informação recebidos através da internet. Em quarentena, em isolamento voluntário ou em teletrabalho, o mercado virou-se para a internet para explorar possíveis oportunidades para o pós-pandemia.

Mercados prontos para a “bandeira verde”

Os mercados da Ásia oriental já estão a entrar em retoma, e os pedidos de informação já estão em subida, pelo menos junto da Vanguard Properties. O responsável acrescenta que uma paragem de “um a dois meses” não irá obliterar o poder de compra ao ponto de interromper o mercado. De resto, as empresas de construção estão prontas a continuar a laborar.

Cardoso Botelho diz também que não espera despedimentos em massa no setor da construção civil, uma vez que o setor já se encontra atualmente com um défice de mão de obra, ao contrário do que acontecia até 2008. Com obras a prosseguir e a procura a manter-se no horizonte a longo prazo, Cardoso Botelho prevê uma pausa na atividade mas não uma quebra.

E os preços?

O diretor-geral da Vanguard Properties nem sequer adivinha uma queda nos preços; no máximo, haverá uma pausa ou uma estabilização na tendência de subida que se vinha a manifestar há vários anos. Até porque o imobiliário deverá manter-se como alternativa segura de investimento, dada a instabilidade atual dos mercados financeiros. A política de baixas taxas de juro, que não se prevê que desapareça nos tempos mais próximos, também favorece esta perspetiva.

A origem desta crise é totalmente diferente da de 2008 e é de esperar, portanto, uma evolução radicalmente diferente.