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Ingleses mantêm ponte aérea para Portugal

É da praxe referir que Portugal e a Inglaterra mantêm a mais antiga aliança do mundo ainda válida, ainda que os compromissos entre os dois países tenham agora muito a ver com o quadro da cooperação multilateral no âmbito da NATO. Mas a última reavaliação do sistema de pontes aéreas por parte das autoridades britânicas leva-nos a pensar que a aliança (estabelecida mais de 300 anos antes da união política entre a Escócia e a Inglaterra) talvez possa, ainda que seja simbolicamente, exercer algum efeito.

Escócia e Gales fecham-se…

No passado dia 3 de setembro, as autoridades nacionais da Escócia e do País de Gales decidiram retirar Portugal da lista de países de “ponte aérea”. Os viajantes vindos de Portugal passarão a ter de cumprir uma quarentena obrigatória de 14 dias no regresso a estes dois países constituintes do Reino Unido. Note-se que a medida galesa se aplica apenas a Portugal Continental. A alteração relativa ao País de Gales entrou em vigor na sexta-feira e a da Escócia no sábado.

…mas Inglaterra e Irlanda do Norte não

Todavia, as autoridades de Londres e as de Belfast tomaram decisão diversa. Tendo em conta a importância do mercado inglês, propriamente dito, esta é sem dúvida uma boa notícia.

Que futuro?

De acordo com a BCC, um porta-voz das autoridades britânicas (“Department of Transport”) indicou que a decisão tem sempre em conta um número de fatores e não apenas o número de infeções no momento atual. A regra “standard” tem sido a de fechar a “ponte aérea” a países onde se registem mais de 20 casos por cem mil habitantes por semana, e Portugal já ultrapassou este limiar nos últimos dias. De resto, isso tinha levado a imprensa britânica a antecipar um possível cancelamento da isenção de quarentena.

Contudo, e ainda segundo a BBC, o “Department of Transport” reconheceu que Portugal aumentou a capacidade de realização de testes e implementou medidas de controlo do vírus, pelo que a ponte aérea se poderá manter.