/Imobiliário: sinais de estabilidade e solidez
Mercado internacional - Portugal

Imobiliário: sinais de estabilidade e solidez

Seis meses já passaram desde o impacto inicial da pandemia de Covid-19 em Portugal e na Europa. É praticamente certo que não haverá novo episódio de confinamento, como o que se registou na primavera de 2020. Apesar dos receios, há um certo consenso, tanto no país como na União Europeia, de que os danos sociais provocados por novas paragens da economia seriam incomportáveis. Isto significa que, ainda que existam muitas dificuldades pela frente, o pior em termos de choques macroeconómicos súbitos já estará para trás.

Daí que já seja possível fazer análises sobre os níveis de resiliência do setor imobiliário face à circunstância atual.

Preços de venda mantêm-se

Gustavo Soares, diretor da Engel & Völkers no Porto, assina um artigo de opinião no Diário Económico onde expõe os sinais de otimismo que são visíveis no momento atual. Compara a situação com a que se viveu entre 2009 e 2014, seguramente bastante traumática para todos aqueles que trabalham com o setor imobiliário e a viveram. Nesse período, o mercado assistiu a uma “edução abrupta ao nível da procura, causada pelo colapso do sistema financeiro”.

Neste momento, a “paragem da economia” que se viveu não levou a um colapso semelhante. Isto significa que todas as infraestruturas financeiras de nível macro se mantêm a funcionar. A oferta e a procura no setor imobiliário não estão a dar sinais de um abrandamento anormal, o que se está a refletir nos preços. Os primeiros dados de análise do 2.º semestre, de acordo com Gustavo Soares, não apontam para um “novo ciclo de desvalorização”.

A resposta da banca

Soares elogia também a ação dos bancos em termos de moratórias no pagamento de empréstimos à habitação, contribuindo para estabilizar o mercado e ajustá-lo ao cenário de paragem temporária. Tudo isto contribui para que as previsões de médio prazo relativamente ao setor imobiliário não apontem para um cenário de crise; pelo contrário, o setor poderá novamente ser um dos “ativos de reserva” para o qual as pessoas se viram em termos adversos.