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Hong Kong: oportunidade renovada

A aprovação de uma nova lei relativa à segurança e aos direitos civis de Hong Kong causou nova polémica internacional nos últimos dias. O futuro da Região Administrativa Especial e dos seus 7,5 milhões de habitantes está novamente posto em causa, e aparentemente de forma definitiva. O Expresso noticia que “livros, palavras e ideias são ‘proibidas’ na nova Hong Kong”, no sentido em que o estatuto de exceção democrática que até agora se vivia poderá ter sido suspenso para sempre.  Mais uma vez, e ainda que por motivos menos positivos, o imobiliário português pode olhar para os cidadãos de Hong Kong em busca de um local para se estabelecer como uma oportunidade.

Incerteza internacional

A pandemia de Covid-19 tem baralhado os cálculos políticos internacionais um pouco por todo o mundo. Por fora, aparentemente, a China lidou com a situação de forma monolítica e confiante. Contudo, há vários indícios de que a confiança dos cidadãos nas autoridades pode ter sofrido um abalo considerável.

Em tempos de crise, é frequente os governos desviarem as atenções dos problemas para “inimigos” no exterior. O recente incidente militar entre a Índia e a China na disputada fronteira himalaica entre os dois países, o mais grave desde a última guerra, pode ter sido uma manobra nesse sentido.

A necessidade de reforçar a soberania (aparente e real) sobre Hong Kong também. A aprovação da lei causou uma reação negativa um pouco por todo o Ocidente. O Canadá e os Estados Unidos condenaram a iniciativa. O Reino Unido e a Austrália foram mais longe e garantiram que os cidadãos honcongueses terão um estatuto especialmente favorável caso decidam abandonar a Região Administrativa Especial.

O governo chinês aproveitou para retesar os músculos diplomáticos em relação a estes dois países. Internamente, é um trunfo perante um eventual descontentamento popular: poucos assuntos serão mais capazes de unir o povo chinês do que questões de soberania, principalmente no que toca aos antigos colonizadores ocidentais.

Vistos Gold

Já se sabia que a procura honconguesa por “vistos Gold” havia disparado nos últimos meses. A tendência deverá seguramente avolumar-se nos próximos tempos. Poderá o imobiliário português apresentar a cartada da resiliência à pandemia e da pertença à União Europeia, juntamente com todos os restantes fatores positivos (segurança, clima, etc.)?