/Banco de Portugal: novas medidas destinadas ao setor imobiliário
Banco de Portugal

Banco de Portugal: novas medidas destinadas ao setor imobiliário

Banco de Portugal: novas medidas destinadas ao setor imobiliário

O setor imobiliário está novamente em expansão e o preço das casas tem vindo a subir, impulsionado em grande parte pela crescente procura estrangeira. O número de compradores e investidores estrangeiros em imobiliário em Portugal tem vindo a subir notavelmente nos últimos anos.

O Banco de Portugal já tinha transmitido ao mercado as suas preocupações no sentido de evitar a formação de uma “bolha”. A autoridade financeira passa agora à ação, através de um conjunto de orientações dirigidas aos bancos e instituições de crédito, que entraram em vigor no início deste mês.

Que medidas entraram em vigor a 1 de julho?

As medidas que entraram em vigor, de acordo com o Jornal de Negócios, são as seguintes:

  • Rácio entre o valor do empréstimo e o valor do imóvel dado como garantia, que deve ser de 90% para casa própria e permanente e 80% para segunda residência;
  • Taxa de esforço de 50%;
  • Prazos dos contratos, com máximos de 40 anos e que devem evoluir gradualmente para 30 anos;
  • (…) “os contratos de crédito devem ter pagamentos regulares de juros e capital.” (…)

Autoridades financeiras atentas à situação do país

As memórias da Grande Recessão de 2008 e do regaste de 2011 estão muito frescas na mente de todos os portugueses, e os responsáveis financeiros do Banco de Portugal não são exceção. Embora o país esteja a dar diversos sinais macroeconómicos de estabilização e crescimento, é certo que as circunstâncias estruturais que levaram à crise não estão totalmente afastadas.

Neste sentido, os sinais de prudência que o Banco de Portugal está a dar aos investidores e ao setor imobiliário são encorajadores, no sentido em que podemos esperar que tudo esteja a ser efeito para evitar uma nova recessão. Nomeadamente em termos de prevenção proativa de futuras dificuldades.

De resto, o Banco de Portugal alerta que, se estas orientações não forem respeitadas, haverá sanções para os bancos incumpridores.