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Algarve: Ocupação hoteleira alta em dezembro

Algarve: Ocupação hoteleira alta em dezembro

De acordo com dados divulgados na segunda-feira (7 de janeiro) pela AEHTA (Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve), a taxa de ocupação por quarto nos hotéis algarvios durante o mês de dezembro foi de 34%, sendo este um dos valores mais altos das últimas duas décadas.

Os mercados francês, alemão e, talvez surpreendentemente, o britânico (tendo em conta a instabilidade que o processo de saída do Reino Unido da União Europeia está a causar nesta reta final), são os principais responsáveis por este “murro” na sazonalidade. Estes três países contribuíram com mais 18,5%, 10,2% e 9,3%, respetivamente.

Tendência histórica de subida

Segundo dados da AHETA (veiculados pelo Sul Informação), que mostram a taxa de ocupação por quarto no mês de dezembro desde 1996, vem-se confirmando uma tendência histórica de subida, sendo um elemento importante no combate à sazonalidade (ainda que num momento que quase se pode considerar como “parente” da época alta, como é a época de Natal e de Fim de Ano). Antes de 2015, apenas em quatro ocasiões esta taxa havia estado acima dos 30%:

– 1998 (32,3%)

– 2000 (33,8%)

– 2006 (32,2%)

– 2007 (30,5%)

Contudo, desde 2015 que este valor se tem mantido de forma estável acima dos 30%, sem sequer baixar dos 32,9% (o valor mais baixo do quadriénio, registado em 2017).

Independentemente da instabilidade que o Brexit trouxer, estes números refletem não apenas a maior relevância internacional da marca Portugal em termos turísticos mas também o esforço que o Algarve tem vindo a desenvolver relativamente à diversificação dos seus mercados emissores. Sem esquecer os esforços desenvolvidos especificamente para combater a sazonalidade (pacotes, promoções, etc.) e, claro, o posicionamento tendencialmente “premium” da oferta turística e hoteleira da região.

O trabalho efetuado ao longo dos últimos anos poderá ser decisivo para equilibrar as contas num futuro próximo, à medida que nos aproximamos de um “plateau” em termos de amadurecimento da indústria turística regional ou nacional.