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A vacina funciona

A imprensa internacional está a dar eco aos resultados apresentados no primeiro estudo científico realizado em Israel e que tem em conta a análise a meio milhão de pessoas que receberam duas doses de vacinas da Pfizer. Cerca de 0,1% dos vacinados receberam posteriormente um diagnóstico de Covid-19 positivo; apenas quatro desenvolveram sintomas severos e houve zero mortes. De acordo com o jornal israelite Times of Israel, a proteção a 100% contra o Sars-Cov-2 chega cerca de uma semana depois da administração da segunda dose.

Variantes: resultados igualmente otimistas

Um estudo científico realizado pelo professor de virologia da Universidade de Oxford William James refere-se aos resultados da vacina em termos de contenção das novas mutações B117 (“inglesa”) e B1.351 (“sul-africana”) do Sars-Cov-2. Embora, segundo o jornal britânico Guardian, o estudo não tenha sido submetido ao processo de “revisão por pares” antes de ser publicado, ele apresenta conclusões consistentes com as previsões otimistas em torno da vacina.

O prof. James aponta que, embora os anticorpos fossem apenas moderadamente eficientes contra a variante britânica e pouco contra a sul-africana, a resposta em termos de linfócitos T (“T-cells”) é bastante forte logo após a primeira inoculação, fazendo com que o organismo possa responder mais eficazmente em caso de infeção futura.

Que 2021 podemos ter pela frente?

Depois do clima de pessimismo gerado pela terceira vaga em janeiro, e embora ainda seja prematuro avançar para o desconfinamento, é tempo de pensarmos a médio e longo prazo. Certamente que 2021 não será um ano igual a 2019, mas as perspetivas abertas pela vacina – mesmo que o processo de vacinação, a nível português e europeu, não seja tão rápido como gostaríamos – deixam antever que a recuperação económica e sanitária pós-pandémica poderá começar gradualmente ao longo deste ano, tal como havíamos previsto de forma mais otimista em novembro e dezembro.