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Revista Time aponta Portugal como destino turístico económico

Os encómios internacionais a Portugal, enquanto destino turístico, não abrandam. Desta vez foi a Time Magazine, uma das mais importantes publicações generalistas dos Estados Unidos, a apontar o nosso país como uma possibilidade de viagem.

E ao contrário da situação relatada pelos mais diversos quadrantes, a nível político, económico e social, sobre o facto de Lisboa e Porto arriscarem uma situação de sobrelotação turística (com destaque para a capital), a Time mantém uma posição favorável sobre o nosso país. Portugal é apresentado como uma alternativa económica em relação a França, Itália e Espanha.

Voos diretos

Publicado no passado dia 12 de julho no website da revista, o artigo, claramente direcionado para o leitor norte-americano, começa por apontar a conveniência dos voos diretos entre os Estados Unidos e Portugal, nomeadamente desde Washington, Chicago e San Francisco. Lisboa e Açores são apontados como os destinos primordiais.

Em seguida, destaca que a gastronomia, os vinhos o património artístico e cultural rivalizam com os dos três mencionados vizinhos da Europa ocidental e mediterrânica. Porém, Portugal é “tipicamente menos caro e menos procurado” que estes países. Finalmente, citando dados do Turismo de Portugal, aponta o preço médio do café, de refeições em restaurantes e do acesso a museus e outros espaços culturais, comparando mais uma vez positivamente com Espanha, França e Itália. Em suma, Portugal é apresentado neste artigo como um destino europeu ocidental, ao nível dos vizinhos, mas mais económico.

Atenção americana

O artigo da Time não é extenso, nem sequer se enquadra numa estratégia (explícita ou implícita) de valorização do segmento turístico português, pelo alto valor, uma vez que aponta precisamente os preços como uma vantagem competitiva. Em todo o caso, não deixa de ser mais um exemplo da atenção que os norte-americanos têm vindo a dedicar a Portugal enquanto destino turístico – uma novidade histórica, e que não deixa de ser importante num momento em que o país procura diversificar os seus mercados externos.