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Portugal prestes a receber “luz verde” para viagens

Os números relativamente altos de infeções por SARS-COV-2 que Portugal apresentou durante o mês de junho causaram uma certa surpresa a nível nacional e internacional, e consternação no setor do turismo. Ao longo de junho e também durante julho, os números de Portugal pareciam demasiado altos para o que seria de esperar, especialmente tendo em conta a forma como o país parecia ter evitado o pior da pandemia entre março e abril. Tal motivou a que diversos países (não só a Grã-Bretanha) colocassem restrições à entrada de viajantes vindos do nosso país.

Contudo, de acordo com o Jornal de Negócios, Portugal parece continuar “na contramão da pandemia, mas agora no bom sentido”. Registaram-se surtos na Catalunha, Galiza e País Basco, em Espanha. As autoridades de França, Alemanha e Itália emitiram um aviso sério face à possível iminência de uma segunda vaga. Sem contar com a evolução divergente da pandemia noutras latitudes, nomeadamente na Índia, em África e nas Américas. Já Portugal mantém uma trajetória descendente segura desde o início de junho. Segundo o Público, aproxima-se agora dos 20 casos por 100 000 habitantes e tal deverá significar o levantamento da maior parte das restrições para turistas e viajantes que partam dos aeroportos nacionais.

Algarve: registos à prova de crítica

De acordo com o Sul Informação, o boletim epidemiológico do dia dia 8 de Agosto, da Direção-Geral de Saúde (DGS), indicava como números totais para o distrito de Faro “16 óbitos e 926 casos”. Para uma região com 450 000 habitantes, são de facto números que inspiram confiança, essencialmente para o retomar da atividade económica em geral e do turismo em particular. Espera-se que as anunciadas realizações dos Grandes Prémios de Portugal em Fórmula 1 e em MotoGP (a decorrer em outubro e em novembro, respetivamente) sirvam não só como “prémio” para a região mas acima de tudo como estímulo; a comunidade internacional mantém plena confiança no Algarve como destino turístico e de negócios.