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Otimismo: razões objetivas

Otimismo: razões objetivas

Foi muito interessante a entrevista de Juan Gómez-Veja, novo CEO do Vilamoura World e de origem argentina, ao jornal Barlavento. Não só pelas ideias e pelo bom senso que traz para os próximos passos do complexo turístico, mas também para ajudar a ver Portugal visto por quem está de fora.

Juan Gomez-Vega Vilamoura World

Contou Gómez-Veja que recentemente participou num pequeno-almoço com empresários portugueses, dos ramos do imobiliário, finança e outros, onde era o único estrangeiro. E disse-lhes que os investidores estrangeiros estão muito mais otimistas em relação a Portugal que os próprios portugueses, principalmente no que toca ao turismo.

O país tem excelente clima, tradição gastronómica, pessoas que gostam de receber e experiência no setor. Goza de níveis de segurança elevados, ao nível dos melhores do mundo, tem serviços públicos competentes de que o turista ou residente a gozar a reforma pode beneficiar. Que razões poderiam existir para ainda haver pessimismo?

Ruído político? O Observador confirma que não

Para os empresários mais preocupados com a realidade política, a situação parlamentar do atual Governo ainda é uma novidade histórica. Um governo suportado pelos partidos mais à esquerda do espectro parlamentar parece uma anomalia, especialmente para os que têm memórias muito vivas do período pós-25 de Abril. Contudo, o próprio Observador, portal conotado com o centro-direita, reconhece que a situação atual é, não uma anomalia, mas um sintoma de normalização do sistema político. Citando o colunista Alexandre Homem Cristo:

“(…) o apoio parlamentar da esquerda a um governo PS não constitui uma anormalidade democrática que deve ser erradicada. Muito pelo contrário: a situação que vigorou até 2015, em que o PS não tinha parceiros à esquerda para estabelecer acordos políticos, é que, num contexto das repúblicas democráticas europeias, caracterizava o excepcionalismo português.”

Na prática, todas as forças partidárias do Parlamento português apoiam ou estão a apoiar soluções que preveem a manutenção do país no Euro e na União Europeia. No momento atual, poucos países europeus logram alcançar este nível de consenso político

Notícias negativas todos os dias… e as outras?

Um dos conselhos que mais se ouvem para jovens empreendedores é “desligar os noticiários da TV”. A sucessão de notícias negativas pode levar a pensar que o país se dirige para o colapso. Especialmente nos últimos tempos, com o surgimento de uma série de casos de suspeita de corrupção, nos mais diversos setores da sociedade portuguesa: da solidariedade ao futebol, e atingindo os mais altos níveis da Magistratura, como acontece com a Operação Lex.

Contudo, as notícias positivas, que merecem apenas um curto destaque de 1 a 2 minutos, também estão lá. Uma das mais recentes é a declaração da Moody’s, a agência de rating, indicando que Portugal estará prestes a voltar aos níveis de investimento e a deixar de considerar a dívida da República Portuguesa como “lixo” – sendo a última das principais agências que ainda mantém esta classificação. Porque é que esta notícia não é abertura em todos os telejornais?

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