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O futebol e a marca Portugal

O futebol e a marca Portugal

Começou mais um Campeonato Mundial de Futebol, a decorrer na Rússia, e para a seleção portuguesa o impacto mediático do primeiro jogo não podia ter sido maior. Se muitos esperavam um jogo morno, Portugal e Espanha marcaram 6 golos e o destaque foi para Cristiano Ronaldo, ao apontar todos os golos da seleção portuguesa.

Um jogo entre o campeão europeu e uma das seleções claramente favoritas à vitória, recheada de estrelas do FC Barcelona e do Real Madrid, teria sempre sobre si os holofotes do mundo. E sem dúvida que foi o melhor jogo dos primeiros dias do Mundial.

A marca Portugal

Certamente que, apesar de todo o prestígio que Cristiano Ronaldo consiga para si e para o país, não será pelo futebol que Portugal consegue maior reconhecimento noutras áreas. Não são os resultados desportivos de “Cris”, como lhe chamam os seus próximos, que levarão os investidores estrangeiros a olhar para Portugal como um destino atrativo.

O efeito dos resultados da seleção consegue-se em termos de divulgação da marca Portugal. É uma divulgação superficial, à imagem daquele tipo de patrocínios (curiosamente, os desportivos são o melhor exemplo) que são feitos não para concretizar vendas mas ir lembrando o nome da marca a potenciais clientes.

Estados Unidos: o New York Times atento

Os Estados Unidos são um dos melhores exemplos deste efeito, não só por ser um mercado importante mas também por estar mais afastado de nós, ao contrário da Europa. Dizia-se, antigamente, que muitos americanos pensavam que Portugal seria uma província de Espanha, ou confundiam o país com Porto Rico. Entretanto, a histórica série de animação “The Simpsons” já fez de “CR7” uma das suas personagens convidadas, devidamente equipado com o equipamento da seleção nacional.

Entretanto, nos últimos dias, o New York Times dedicou dois artigos a Portugal. Um deles descreve o Algarve como um clássico destino de investimento em imobiliário por parte de compradores internacionais, sublinhando a segurança do país (3.º mais pacífico do mundo, de acordo com o Global Peace Index 2017), o clima, o regime fiscal favorável e o índice de preços. O jornal destaca o facto de os americanos serem já a segunda nacionalidade estrangeira que mais compra no Algarve, atrás dos britânicos.

O segundo artigo tratou, naturalmente, do jogo entre Portugal e Espanha, classificando-o como ao nível dos melhores jogos de Mundiais de sempre e rasgando-se em elogios a Ronaldo.

A conjugação destes artigos garante que os leitores do ‘Times’ continuarão a ter o nosso país bem presente nas suas mentes.