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Algarve October - May

O Algarve como destino turístico de outubro a maio

O Algarve como destino turístico de outubro a maio

O verão está a começar e esta é talvez a ocasião mais simbólica para recordar que o setor do turismo do Algarve tem como prioridade apresentar-se como destino turístico todo o ano. Em declarações ao Jornal de Negócios, e no âmbito de uma conferência que contou com outras personalidades ligadas ao setor, o presidente do Turismo do Algarve, Desidério Silva, salientou esta questão.

Durante a época alta, sensivelmente coincidente com o verão que agora começa, a taxa de ocupação hoteleira é de cerca de 90%. É durante o resto do ano que o Algarve, como um conjunto, precisa de continuar a conciliar esforços.

O que falta fazer

Conseguir mais ligações aéreas e “novas rotas” é um esforço que está a ser perseguido em conjunto pelas diversidades entidades públicas e privadas envolvidas. Contudo, todas as partes têm que trabalhar; é preciso que a oferta hoteleira se mantenha disponível, que os restaurantes não encerrem e que os operadores turísticos não sintam que a região fica a meio gás fora da época alta.

De acordo com o Negócios, o CEO da Neoturis, Luís Carmo Costa, apontou a falta de piscinas cobertas, “dito por vários operadores”, como um dos motivos que afasta potenciais clientes fora da estação alta. É certo que o clima algarvio é extremamente atrativo, quando comparado com a Europa do Norte, mas isso não invalida que sejam necessárias estruturas “indoor”.

Desidério Silva acrescentou que os hotéis devem apostar na requalificação, para que o setor compita através da qualidade e não através dos preços baixos. Luís Carmo Costa deixou um desafio extra: “Está-se a ganhar dinheiro há quatro anos, por isso está na hora de investir na requalificação”, reconhecendo que alguns hotéis já estão a seguir por este caminho.

Infraestruturas públicas

Para que o Algarve se afirme durante todo o ano é também necessária uma aposta pública. A saúde e a segurança rodoviária foram apontadas como temáticas prioritárias, nomeadamente em termos das especialidades médicas existentes nos hospitais algarvios e das condições da estrada N125.

Nem tudo depende dos “players” do setor, mas não há dúvidas de que a aposta na qualidade e na diversificação ao longo do ano são para manter.