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Mario Centeno

Imobiliário: Brexit influencia Algarve

Imobiliário: Brexit influencia Algarve

Os preços das casas continuam a subir em Portugal, mas a tendência é menos acentuada no Algarve do que a média nacional. O principal fator será o processo do Brexit. De acordo com o Dinheiro Vivo, relativamente ao terceiro trimestre de 2018, os preços médios subiram 15.6%, enquanto no Algarve a subida quedou-se pelos 13%.

A Confidencial Imobiliário, responsável pelo estudo, aponta que o Algarve se encontra mais exposto ao impacto do turismo residencial relativamente às cidades de Lisboa e Porto. Além disso, a influência do mercado britânico continua a ser importante, apesar da diversificação que se tem verificado nos últimos anos, nomeadamente com a chegada de italianos e franceses.

Clarificação aguarda-se

Contudo, a Câmara de Comércio Portuguesa no Reino Unido afirma que os ingleses estão apenas “à espera” de uma resolução do processo para voltarem a investir em imobiliário português. De acordo com o Diário Económico, a diretora-geral, Christina Hippsley, afirmou que “interesse dos compradores britânicos mantém-se alto”, uma vez que “2.600 visitantes” assistiram aos seminários e eventos realizados pela Câmara de Comércio no último ano e meio.

No caso do Algarve, o segmento dos compradores entre os 50 e os 75 anos, à procura de imóveis entre 400.000 e 1 milhão de euros, continuará a revelar-se significativo.

Falta menos de um mês

O Brexit tem criado um cenário de imensa incerteza económica e política, dentro e fora do Reino Unido. A menos de um mês da concretização da saída do país da União Europeia, ainda não certas as condições em que tal saída será feita. A possibilidade de uma saída sem acordo, que assusta a maior parte dos especialistas económicos (e também dos agentes), nunca foi tão alta. Contudo, esta semana surgiram finalmente, e pela primeira vez, os primeiros sinais apontando para a possibilidade de um adiamento – tanto mais forte quanto não é certo que exista um consenso na Câmara dos Comuns sobre quais os moldes em que o Reino Unido deveria abandonar a União.