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Global Peace Index: Portugal em 3.º lugar

Global Peace Index: Portugal em 3.º lugar

Foi divulgado no passado dia 11 de junho o relatório do Global Peace Index (Índice da Paz Global) para 2019. Trata-se de um estudo anual, que vai na sua 13.ª edição, elaborado pelo Instituto para a Economia e a Paz (Institute for Economics & Peace), uma organização sem fins lucrativos com sede em Sydney, Austrália. O estudo avalia a paz a nível mundial e regional, compreendendo 163 países que incluem 99,7% da população mundial, e incluindo 23 indicadores qualitativos e quantitativos, divididos em três grandes áreas temáticas:

– Segurança

– Conflito (interno ou externo)

– Militarização.

O resultado alcançado por Portugal está em linha com o que foi registado nos últimos anos, tendo sido 5.º em 2018 e 4.º em 2017. No ranking de 2019, a Islândia está no 1.º lugar e a Nova Zelândia em 2.º.

Perceção de segurança e estabilidade

Este é seguramente um dos motivos que vem explicando o crescimento do turismo em Portugal e também do aumento da percentagem de estrangeiros que investe em imobiliário em Portugal. Na comunicação social portuguesa, são frequentes – quase inevitáveis – os debates em torno da segurança, muitas vezes centrados em problemas que mais não são do que de âmbito local, centrados nos subúrbios da Grande Lisboa. O sensacionalismo de alguns canais de televisão não contribui para se ter uma perspetiva panorâmica (de “big picture”, como se costuma dizer) sobre a questão.

O Global Peace Index serve precisamente para nos recordar que, visto “de fora”, Portugal é um país exemplarmente pacífico. Tem baixos riscos de terrorismo, baixa criminalidade violenta, estabilidade política (a nível interno e internacional) e até baixas probabilidades de sofrer uma tragédia relacionada com o clima. Não é de admirar que os estrangeiros o prefiram. Para mais comparando com os dois primeiros classificados do GPI, Portugal tem um clima bem mais agradável que a Islândia e é mais próximo que a Nova Zelândia (o mais remoto entre os países desenvolvidos, sendo sempre necessário um voo de longas horas para lá chegar, independentemente do ponto de partida).