/Fundos europeus deverão ser aplicados no Turismo

Fundos europeus deverão ser aplicados no Turismo

A Comissão Europeia está preocupada com o setor turístico ao nível da União e tem a intenção explícita de canalizar fundos para este setor, dando-lhe mais resiliência. De acordo com o Eco, as declarações vieram do próprio comissário europeu do Mercado Interno, Thierry Breton, durante uma videoconferência sobre turismo que decorreu em meados de janeiro.

Dois objetivos

O comissário revelou a visão expressa da Comissão Europeia no sentido de agir sobre o setor do Turismo, sintetizando-a em dois objetivos: agir a curto prazo, não deixando que o setor se “afunde” em função dos efeitos da pandemia, e pensar a longo prazo, no sentido da transição “verde e digital”. Tanto o Fundo de Recuperação e Resiliência (parte integrante do “NextGenerationEU”) como o orçamento da União 2021-2027 deverão servir este propósito.

O comissário apelou ainda à união de forças entre “a indústria, as autoridades públicas, os parceiros sociais” e “os fornecedores de educação e comércio” no sentido de que os problemas comuns possam ser resolvidos da forma mais eficiente.

Intervenção europeia: tudo ao contrário de 2008, para melhor

O contexto da pandemia, malgrado o pessimismo que veio trazer, tem gerado uma resposta política e macroeconómica, a nível europeu, totalmente diferente da Grande Recessão de 2008. À época juntou-se a timidez dos órgãos supranacionais, em especial do Banco Central Europeu (BCE), à reação política nos diversos estados-membros. As economias do Sul da Europa sofreram o impacto da crise sem que fossem tidas em conta as suas fragilidades estruturais. Só a partir de 2012, com a famosa declaração “whatever it takes” do novo presidente do BCE Mario Draghi, é que foi possível afastar o espectro dos juros altos que pairava sobre vários países europeus.

No momento atual, as reações têm sido opostas, quer ao nível dos vários governos (a começar pela Alemanha e pela chanceler Merkel) quer ao nível das instituições europeias. O BCE tem vindo a assegurar, através da aquisição de dívida pública de vários estados-membros, a manutenção de juros baixos. Trata-se de manter “os motores a funcionar” até que a pandemia abrande e a economia possa voltar a funcionar em pleno.