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Casas: preços sobem 1,5% no terceiro trimestre de 2018

Casas: preços sobem 1,5% no terceiro trimestre de 2018

De acordo com o jornal Público, o preço médio das casas registou nova subida, durante o terceiro trimestre de 2018, em 42 concelhos. A maior parte destes municípios situa-se no Algarve e também na região da Grande Lisboa. O aumento médio foi de 1,5%.

Citando dados do Instituto Nacional de Estatística, o Público aponta que o preço mediano da habitação se mantém acima da média em três regiões: Algarve, Grande Lisboa e Madeira. O Algarve é, de todas, a que apresenta o preço mediano mais elevado, com preços na ordem dos 1500 euros por metro quadrado. Porém, discriminando por municípios, é Lisboa que está no topo, com 2877 €/m2.

Bolha ou crescimento sustentado?

Recorde-se que foi precisamente durante o terceiro trimestre de 2018 que o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, lançou o alerta para os riscos de uma eventual “bolha” no mercado imobiliário. Seguramente recordado da crise que se abateu sobre Portugal há cerca de uma década, Costa declarou que detetara “sinais de sobrevalorização nos preços do imobiliário residencial” e que o ritmo de concessão de crédito por parte da banca deveria abrandar.

Todavia, os representantes da banca recusaram o alarmismo. O presidente executivo do BCP, Miguel Maya, durante a conferência “A Banca e o Futuro” realizada também em setembro, ligou as situações particulares de Lisboa e Porto ao facto de estarem agora a competir “no mercado internacional”. Ou seja, a subida dos preços nas duas grandes metrópoles não se deve a uma bolha mas sim ao reflexo realista da oferta e da procura, dado o aumento desta última por parte de investidores estrangeiros. Por este motivo, Maya acrescentou que “dificilmente” os preços poderão descer nestas duas cidades, num futuro próximo.

Talvez esquecido por parte dos oradores ou da imprensa nacional, o Algarve insere-se certamente nesta categoria de “mercado imobiliário internacionalizado” a que se refere Miguel Maya. É isso, afinal, que justifica os elevados preços do imobiliário local. Será por aí, também, que poderemos contar com um imobiliário algarvio de alto valor acrescentado no curto a médio prazo.